O impacto do acesso à água e do saneamento básico para a melhoria das condições de vida das pessoas privadas de liberdade nas cadeias nacionais foi abordado, na última nesta quarta-feira, em Dakar, Senegal. A iniciativa deve-se ao facto de, nos últimos anos, observar-se um gráfico evolucional decorrente da acção do Executivo em relação à oferta da água em todo o país.
Segundo uma nota, o director Nacional de Saúde do Serviço Penitenciário, Manuel dos Santos, destacou os avanços registados, neste segmento em Angola, diante de um concorrido painel especializado sobre o tema, no decurso dos trabalhos da 89.ª Sessão Ordinária da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (CADHP), que decorre desde a última segunda-feira, 12, na referida cidade senegalesa.
O Comissário, que referenciou na sessão, os projectos Bita e Quilonga Grande, as duas maiores obras hídricas estruturantes de abastecimento de água em execução, indicou que a melhoria da oferta do abastecimento, quer nos grandes centros urbanos, quer rurais, têm facilitado a assistência aos reclusos no aumento dos níveis da qualidade de higiene em grande parte dos centros prisionais, actualmente contados em 42 estabelecimentos e um universo populacional de 13.815 mil detentos.
Angola está presente na 89.ª Sessão Ordinária da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (CADHP), com uma delegação multissectorial chefiada pelo embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Angola na República Democrática Federal da Etiópia e Representante Permanente junto da União Africana (UA) e da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), Miguel Bembe.