Os directores províncias da Edições Novembro, colaboradores e profissionais reformados destacaram, no âmbito das celebrações dos 50 anos da instituição, que nesta sexta-feira se assinalam, as profundas transformações tecnológicas, editoriais e organizacionais que permitiram à empresa adaptar-se às exigências do jornalismo moderno, sem perder o rigor e a credibilidade que a caracterizam.
A diretora provincial de Malanje, Kátia Ramos, recordou os desafios enfrentados há duas décadas, quando a recolha e o envio de matérias exigiam maior esforço e tempo. Segundo a responsável, as novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial e as redes sociais, permitem actualmente uma produção mais rápida e direccionada, tornando o jornal mais atractivo para os leitores.
Estácio Camassete, director provincial do Huambo, destacou a mudança nos métodos de trabalho, realçando que, no passado, a produção jornalística dependia exclusivamente da presença na redacção, enquanto hoje os profissionais conseguem produzir e publicar conteúdos a partir de qualquer local, graças às plataformas digitais e ao sistema de actualização em tempo real.
Para Carlos Paulino, director provincial do Cubango, uma das maiores conquistas foi a ampliação da cobertura informativa em todo o território nacional. Hoje, disse, os municípios mais distantes participam activamente na construção das notícias, permitindo que as realidades do interior do país sejam conhecidas pelos leitores dos grandes centros urbanos.
Arão Martins, director provincial de Benguela, considerou que a empresa registou avanços significativos no nível académico dos seus profissionais e na renovação geracional dos quadros. O jornalista defendeu, também, a necessidade de continuar a promover a formação e o espírito de união institucional.
As transformações tecnológicas foram, igualmente, lembradas por João Luhaco, director provincial do Namibe. O responsável recordou o período em que as notícias eram transmitidas por telefone, telex e fax, muitas vezes, com enormes dificuldades técnicas.
A Internet, afirmou, veio revolucionar o trabalho jornalístico, permitindo maior rapidez na recolha, edição e envio de conteúdos.
Anteriormente, lembrou o director provincial do Cunene, Quinito Kanhameni, as matérias eram enviadas através de meios físicos e demoravam dias a chegar à Redacção Central. Com o avanço tecnológico, frisou, as notícias, fotografias e entrevistas podem ser produzidas e transmitidas instantaneamente através de dispositivos móveis conectados à Internet.
O director do Cuanza-Sul, Casimiro José, considerou que a evolução da empresa foi muito acentuada. Porém, apesar dos avanços, reconheceu que continuam a existir desafios relacionados com o rigor jornalístico, defendendo um aperfeiçoamento permanente da qualidade dos conteúdos.
A aposta da administração na formação de quadros e na integração de jovens profissionais foi enaltecida pelo director provincial do Bengo, António de Brito, por permitir a criação de novos produtos informativos voltados para diferentes áreas da sociedade.
Jaquelino Figueiredo, director provincial do Zaire, recordou o tempo em que as notícias eram produzidas em formulários físicos e enviadas por correio. Na sua opinião, a modernização tecnológica simplificou significativamente o trabalho dos jornalistas, mas exige, também, maior capacitação dos profissionais para responder às actuais exigências dos leitores.
Víctor Mayala, do Uíge, Manuel de Sousa, do Cuanza-Norte, e José Chaves, do Andulo, convergiram na avaliação de que as acções de formação promovidas pela empresa Edições Novembro têm contribuído para elevar a qualidade dos conteúdos e aproximar o Jornal de Angola dos padrões internacionais de produção jornalística.