Angola registou, cumulativamente, 442 casos confirmados de Mpox em 11 das 21 províncias do país, com maior incidência em Cabinda, que contabiliza 314 casos, e no Moxico Leste, com 19 casos, informou, nesta quinta-feira, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa.
Os dados foram apresentados durante uma conferência de imprensa com os profissionais de comunicação social, realizada no Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), em Luanda, destinada a actualizar a situação epidemiológica da Mpox no país.
Segundo o secretário de Estado, nas restantes províncias afectadas o número de casos é significativamente inferior. Até ao momento, foram registados dois óbitos, sendo um na província de Cabinda e outro no Uíge, correspondendo a uma taxa de mortalidade global de 0,45 por cento.
“Desde o início do surto foram registados 1.131 contactos, que foram acompanhados pelas autoridades de saúde”, informou Carlos Alberto Pinto de Sousa.
O responsável informou igualmente que o país conta actualmente com 116 casos activos, que se encontram internados e sob acompanhamento das autoridades sanitárias, além de 186 contactos em isolamento e seguimento.
Dos 116 casos activos, 92 encontram-se em Cabinda, sete no Moxico, seis no Moxico Leste, quatro em Luanda, quatro na Lunda Sul, dois no Bengo e um no Cuando.
Durante a conferência de imprensa, o secretário de Estado esclareceu que a Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus Mpox, podendo manifestar-se através de sintomas como febre, dores de cabeça, dores musculares e articulares, aumento dos gânglios linfáticos e lesões na pele ou nas mucosas, que podem surgir sob a forma de manchas, pápulas ou bolhas.
O período entre a exposição ao vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas pode variar entre cinco e 21 dias. Na maioria dos casos, a recuperação ocorre entre duas e quatro semanas.
Carlos Alberto Pinto de Sousa explicou que a doença é transmitida principalmente através do contacto próximo com uma pessoa infectada, sobretudo pelo contacto directo com lesões ou feridas da pele, secreções e materiais contaminados.
O risco de transmissão aumenta com o contacto físico directo e pode ocorrer também através de contacto sexual com uma pessoa infectada.
Para reduzir o risco de infecção, as autoridades de saúde recomendam evitar o contacto próximo com pessoas que apresentem sintomas ou lesões suspeitas, não partilhar roupas, toalhas e outros objectos de uso pessoal, bem como lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou utilizar solução desinfectante.
As autoridades aconselham ainda a evitar relações sexuais com pessoas infectadas ou com suspeita de infecção e a procurar assistência médica perante o aparecimento de sintomas compatíveis com a doença.