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ANGOLA E BRASIL REFORÇAM COOPERAÇÃO EM ONCOLOGIA PEDIÁTRICA

  28 Aug 2026

ANGOLA E BRASIL REFORÇAM COOPERAÇÃO EM ONCOLOGIA PEDIÁTRICA

Angola e Brasil vão reforçar a cooperação técnica na área da oncologia pediátrica e dos cuidados paliativos, com o objectivo de aumentar a capacidade nacional de diagnóstico e tratamento do cancro infantil e melhorar a assistência aos pacientes em estado terminal.

A iniciativa resulta da parceria entre o Ministério da Saúde (MINSA), através da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (UIP-PFRHS), e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) do Brasil.

A nova etapa da cooperação foi analisada, nesta quarta-feira, em Luanda, durante uma reunião de coordenação do programa de formação de recursos humanos em saúde, realizada em formato híbrido, com a participação de responsáveis e especialistas dos dois países.

O encontro, presidido pelo coordenador e gestor técnico da UIP-PFRHS, Prof. Dr. Job Monteiro, serviu para avaliar os resultados da missão técnico-formativa realizada pelo INCA em Angola, de 26 de Maio a 3 de Junho deste ano, e definir as prioridades para o próximo ciclo de formação, previsto para 2027.

Entre as principais recomendações está o reforço da abordagem multidisciplinar no atendimento às crianças com cancro, envolvendo oncologistas, cirurgiões, radiologistas, anestesistas, anatomopatologistas, enfermeiros, intensivistas e outros profissionais. A estratégia prevê a realização regular de reuniões para discussão de casos oncológicos, de modo a permitir decisões terapêuticas mais integradas e atempadas.

A formação deverá abranger igualmente a oncologia cirúrgica pediátrica e o acesso vascular, com destaque para a utilização do cateter central de inserção periférica (PICC), importante no acompanhamento de crianças submetidas a tratamentos prolongados.

Segundo as propostas apresentadas, a capacitação começará com uma equipa angolana, que posteriormente será acompanhada tecnicamente pelos especialistas brasileiros. O processo deverá incluir a elaboração de protocolos, padronização de procedimentos e formação de novos profissionais.

A cirurgia oncológica pediátrica constitui outro dos principais eixos da cooperação, com o reforço das competências das equipas cirúrgicas, anestésicas e de cuidados intensivos, além da melhoria dos protocolos de segurança do paciente e da formação em cuidados paliativos.

Está ainda prevista a discussão de casos entre especialistas dos dois países através de plataformas digitais, incluindo a análise de exames, definição de indicações cirúrgicas e acompanhamento de pacientes oncológicos em estádio terminal.

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