O Governo Provincial de Luanda (GPL) estimou em mais de 700 milhões de kwanzas os prejuízos resultantes da paralisação de quatro dias dos serviços de recolha de resíduos sólidos da Empresa de Limpeza e Saneamento de Luanda (ELISAL). A informação foi avançada nesta segunda-feira pelo vice-governador de Luanda para a Área Técnica e Infraestruturas, Calunga Francisco Kissanga.
Os dados foram apresentados durante uma conferência de imprensa realizada no Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), em Luanda, na qual participaram diversos órgãos de comunicação social.
Na ocasião, Calunga Francisco Kissanga afirmou que o GPL se mantém aberto ao diálogo e à negociação com os trabalhadores, salientando que, dos dez pontos constantes do caderno reivindicativo apresentado pelos grevistas, apenas dois continuam por consensualizar.
Segundo o responsável, várias matérias relacionadas com as condições laborais já registaram avanços significativos, incluindo questões ligadas às condições médicas, transporte dos trabalhadores e carga horária. No entanto, explicou que o principal ponto ainda em discussão está relacionado com a proposta de aumento salarial apresentada pelos trabalhadores.
De acordo com o vice-governador, os valores propostos pelos representantes da greve ultrapassam as capacidades orçamentais da ELISAL, razão pela qual o Executivo provincial aguarda uma contraproposta que permita alcançar uma solução equilibrada e sustentável para ambas as partes.
O governante reiterou o apelo à serenidade, ao espírito de diálogo e ao bom senso por parte dos trabalhadores, defendendo que o entendimento entre as partes é fundamental para a salvaguarda dos interesses dos funcionários, da empresa e da população de Luanda, que depende diariamente dos serviços de recolha e tratamento de resíduos.
"Continuamos disponíveis para o diálogo e confiantes de que será possível alcançar um entendimento que satisfaça os interesses legítimos dos trabalhadores, sem comprometer a sustentabilidade da empresa", sublinhou Calunga Francisco Kissanga.
A greve na ELISAL tem gerado constrangimentos na recolha de lixo em vários pontos da capital, levando as autoridades a reforçarem os esforços para uma rápida resolução do diferendo laboral.