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GOVERNO DESAFIA PRODUTORES ATINGIR CINCO MILHÕES DE TONELADAS DE ALIMENTOS

  26 May 2026

GOVERNO DESAFIA PRODUTORES ATINGIR CINCO MILHÕES DE TONELADAS DE ALIMENTOS

Os produtores apoiados pelo Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) foram desafiados, nesta última quinta-feira, a alcançar, nos próximos tempos, a meta de cinco milhões de toneladas de alimentos para o reforço da segurança alimentar e de expansão da produção nacional.

O desafio foi lançado pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica durante um encontro de trabalho com o Conselho de Administração e funcionários da instituição, após a apresentação do Relatório de Desempenho Institucional de 2025, que revelou uma produção estimada de 1,23 milhões de toneladas.

Actualmente, segundo o Portal do Governo de Angola, a produção na nacional de alimentos está acima de 30 milhões de toneladas.

Na ocasião, José de Lima Massano encorajou, também, os quadros da instituição a prosseguirem os esforços de organização interna e fortalecimento operacional, considerando o papel crescente do FADA no apoio à produção nacional.

“Temos de chegar aos cinco milhões de toneladas de alimentos. Essa meta tem de estar presente em toda a estrutura”, acrescentou.

As acções financiadas pelo FADA, em 2025, permitiram atingir uma produção estimada em 1.234.428 toneladas, abrangendo fileiras como cereais, raízes e tubérculos, leguminosas e oleaginosas, frutas e hortícolas, numa área de cultivo de 129.284 hectares.

Produtores financiados

No plano social, estima-se que os programas do FADA tenham beneficiado directamente 17.807 produtores financiados e alcançado 103.283 beneficiários indirectos em várias províncias do país.

Por outro lado, o ministro de Estado para a Coordenação Económico elogiou o trabalho desenvolvido pela instituição, afirmando que o FADA “tem vindo a ganhar visibilidade” e a produzir impactos positivos na vida das famílias angolanas, sobretudo nas comunidades rurais.

“Vocês são a nossa tropa, a extensão da nossa acção”, declarou.

No entanto, alertou, para a necessidade de maior rigor na avaliação dos projectos financiados e no acompanhamento da aplicação dos recursos públicos.

“Não se trata de doação, temos que assegurar a recuperação”, concluiu José de Lima Massano, defendendo que a sustentabilidade do fundo depende da responsabilização dos beneficiários e da recuperação efectiva dos créditos concedidos.

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