A introdução da Neurorradiologia no sistema sanitário reforça a autonomia do país no tratamento de patologias complexas e reduz a necessidade de evacuações médicas para o exterior, que podem custar até 300 mil dólares por paciente.
O facto foi revelado, nesta quinta-feira, em Luanda, pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, no 1.º Encontro de Neurorradiologia de Intervenção, que decorreu no Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha “Pedalé”.
“Angola reafirma hoje o seu compromisso com a construção de um sistema de saúde moderno, sustentável, tecnologicamente avançado e capaz de responder, com meios próprios, às patologias de maior complexidade clínica, reduzindo a dependência externa e consolidando a soberania sanitária”, sublinhou, citada numa nota de imprensa.
Segundo a ministra, esta abordagem permite intervenções mais rápidas, seguras e menos invasivas, aumentando significativamente as chances de sobrevivência e recuperação funcional dos pacientes.
“Com a implementação progressiva desta valência em Angola, estimamos uma redução expressiva dos custos para o Estado, maior celeridade na resposta clínica, diminuição do sofrimento das famílias e, acima de tudo, preservação de vidas humanas”, reforçou.
Entre os procedimentos realizados destacam-se o tratamento de AVC agudo isquémico, tratamento de aneurismas cerebrais, correcção de malformações vasculares, embolização de fístulas arteriovenosas e intervenções neurovasculares complexas.
A neurorradiologia de intervenção é uma sub-especialidade médica de ponta, que utiliza técnicas minimamente invasivas guiadas por imagem, como angiografia, fluoroscopia e tomografia, para tratar doenças cerebrovasculares de alta complexidade.
A iniciativa faz parte do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde, que prevê a capacitação de 38 mil profissionais, sendo 80% da formação em Angola e 20% no exterior, reforçando a aposta do Executivo na formação local especializada.