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DELEGAÇÃO ANGOLANA TRABALHA NO BRASIL NO ÂMBITO DO REFORÇO DA COOPERAÇÃO AGROPECUÁRIA

  11 Mar 2026

DELEGAÇÃO ANGOLANA TRABALHA NO BRASIL NO ÂMBITO DO REFORÇO DA COOPERAÇÃO AGROPECUÁRIA

Uma delegação angolana encontra-se no Brasil no quadro do reforço da cooperação bilateral e a impulsionar novos investimentos no sector agropecuário, uma das áreas consideradas prioritárias para a diversificação da economia nacional.

A agenda de trabalho decorre no quadro do Programa de Investimento Produtivo Agropecuário Brasil–Angola, iniciativa resultante do trabalho conjunto entre instituições governamentais brasileiras e angolanas e formalizada através da Portaria Interministerial n.º 23, de 30 de Junho de 2025, que instituiu um grupo para estruturar propostas de cooperação e investimento agrícola entre os dois países, refere um comunicado de imprensa.

A presença de Angola insere-se no esforço de consolidação da parceria estratégica existente entre Luanda e Brasília, marcada por décadas de cooperação política, económica e técnica desde que o Brasil reconheceu a independência Nacional em 1975.

Nos últimos anos, a cooperação bilateral ganhou novo impulso, particularmente após a visita do Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva a Angola, em Agosto de 2023, que marcou o relançamento da Parceria Estratégica entre os dois países.

O tema voltou a ganhar destaque durante o encontro entre Lula e o Presidente João Lourenço realizado à margem da Cúpula do G20 no Rio de Janeiro, em Novembro de 2024.

Entre os principais objectivos do programa está o fortalecimento da cooperação no domínio da agricultura tropical com foco na transferência de tecnologia, na formação de quadros e na promoção de investimentos privados brasileiros em Angola.

O plano em análise prevê a implementação de projectos agrícolas de grande escala em território angolano, incluindo a disponibilização de até 500 mil hectares de terras agricultáveis para a produção de grãos e outras culturas estratégicas, com o envolvimento de produtores brasileiros e instituições financeiras de ambos os países.

Do lado brasileiro, instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil, através do programa PROEX, poderão disponibilizar linhas de financiamento destinadas à exportação de máquinas agrícolas, sementes, fertilizantes e tecnologias para os projectos a serem desenvolvidos em Angola.

A cooperação técnica deverá contar também com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), reconhecida internacionalmente pelo desenvolvimento de tecnologias adaptadas à agricultura tropical, experiência considerada fundamental para a modernização do sector agrícola angolano.

Por sua vez, o Executivo prevê criar condições favoráveis para os investidores, incluindo a concessão de direitos de uso de terras por períodos de até 60 anos e mecanismos de integração das comunidades locais nos projectos agrícolas.

O programa contempla, igualmente, um projecto piloto inicial de 20 mil hectares destinados à produção de grãos, com um investimento estimado em cerca de 124 milhões de dólares, envolvendo financiamento de bancos brasileiros, instituições angolanas e participação do Fundo Soberano de Angola.

. A iniciativa pretende, ainda, contribuir para o reforço da segurança alimentar, a geração de emprego e o desenvolvimento sustentável do sector agropecuário em Angola, ao mesmo tempo que amplia as oportunidades de cooperação económica entre os dois países.

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