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INDÚSTRIA EXTRACTIVA NO PAÍS ACONSELHADA APOSTAR NA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA OPTIMIZAR A EXPLORAÇÃO

  02 Feb 2026

INDÚSTRIA EXTRACTIVA NO PAÍS ACONSELHADA APOSTAR NA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA OPTIMIZAR A EXPLORAÇÃO

A Câmara de Comércio e Indústria de Gás, Petróleo e Minérios de Angola (CCIGPMA) aconselhou, neste sábado, em Luanda, as empresas do sector extractivo, que operam no mercado angolano, a investirem na Inteligência Artificial para optimizarem a exploração e reduzir os custos operacionais.

Segundo uma nota da CCIGPMA a que o Jornal de Angola teve acesso, com o investimento em Inteligência Artificial, a indústria extractiva em Angola vai conseguir melhorar a manutenção preditiva em plataformas e minas.

A plataforma avança que para a indústria extractiva conseguir atrair capital internacional é fundamental manter o foco em simplificar regulamentações para aumentar a competitividade e promover a inovação, investir em sistemas de eficiência energética e energias renováveis para alinhar o sector com as metas globais de sustentabilidade.

O documento aponta que, num cenário de preços de petróleo em queda, é importante que as empresas e o Governo angolano reforcem as suas almofadas financeiras e racionalizem despesas para garantir a sustentabilidade a longo prazo.

Apesar de o cenário de preços das commodities exigir cautela, a resiliência global e o crescimento acelerado na África Subsaariana oferecem uma janela de oportunidades para Angola consolidar o seu papel como um fornecedor estável de energia e minérios, desde que avance com reformas de modernização tecnológica e estabilidade regulatória.

A Câmara, no seu documento, alerta as empresas para estarem atentas aos riscos que podem impactar o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Angola, como os conflitos no Médio Oriente ou na Ucrânia, que podem causar choques negativos na oferta, aumentando os custos de transporte e seguros.

A Câmara adianta que as empresas devem também estar atentas aos riscos com os níveis elevados de dívida pública global, que podem apertar as condições financeiras, tornando o crédito para projectos de infra-estruturas mais caro e mudanças nas políticas comerciais globais, que continuam a ser um factor de incerteza elevado, embora em trajectória descendente. 

A nota indica que o posicionamento da Câmara de Comércio e Indústria de Gás, Petróleo e Mineiros de Angola baseou-se no Relatório de Perspectivas Económicas Mundiais do Fundo Monetário Internacional divulgado em Janeiro deste ano.

O relatório aponta que o crescimento da economia mundial está projectado para 3,3 por cento, em 2026, e 3,2%, em 2027.

Para Angola, o cenário na África Subsaariana é optimista, prevendo-se uma aceleração do crescimento regional de 4,4 por cento (2025) para 4,6 por cento em 2026 e 2027, impulsionada por esforços de estabilização macroeconómica e reformas estruturais.

O relatório indica que o sector de Gás e Petróleo enfrenta um período de ajuste de preços e oferta, onde se prevê uma queda de aproximadamente 7 por cento neste ano, devido ao crescimento moderado da procura global e ao aumento da oferta.

A estratégia da OPEC+ e o aprovisionamento estratégico de grandes economias (como a China) devem evitar um colapso dos preços, mantendo um “chão” para o mercado.

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