O maior centro de convenções do país, em construção na zona costeira da Chicala, em Luanda, numa área de 80 mil metros quadrados, vai estar concluído em Abril deste ano.
A informação foi avançada, ontem, pelo ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, por altura da visita de constatação que o Presidente da República, João Lourenço, efectuou às obras daquela imponente infra-estrutura.
Durante a visita, que durou mais de uma hora, o Presidente da República, que se fez acompanhar de vários membros do Executivo e do seu Gabinete, percorreu alguns compartimentos do edifício.
Localizado do lado oposto do Memorial Dr. António Agostinho Neto, as obras do Centro de Convenções da Chicala, como é oficialmente denominado, apresentam um nível de execução física na ordem de 80 por cento e a financeira na ordem de 61 por cento. O Centro vai dispor de um leque de áreas de trabalho, de uma sala de teatro polivalente com capacidade para albergar até 3 mil pessoas, uma sala de conferências com 375 lugares e um parque de estacionamento para 700 viaturas.
Carlos Alberto dos Santos revelou que as valências do Centro, orçado em 290,8 mil milhões de kwanzas, já começaram a despertar o interesse de instituições públicas e privadas, que querem realizar os seus eventos no espaço.
"Já há solicitações para se usar o Centro, mesmo antes de estar feito, por instituições públicas e privadas que estão no nosso país, o que demanda, acima de tudo, um maior esforço para que possamos concluir esta obra dentro dos próprios prazos", declarou.
Considerada uma das maiores infra-estruturas do país, o Centro de Convenções da Chicala, cujas obras iniciaram em Novembro de 2023, foi projectado para aumentar a disponibilidade de espaços no país capazes de albergar eventos nacionais e internacionais de relevante carácter político e social e com elevado nível de exigência.
Um dos objectivos da obra é também o fortalecimento da capacidade diplomática do país, tendo em conta a dinâmica actual imposta pelas relações internacionais, quer na perspectiva da atracção do turismo, quer da consolidação do país como potência regional e continental.
O Centro de Convenções da Chicala, de acordo com o seu Estatuto Orgânico, está sujeito à superintendência do Titular do Poder Executivo, exercida através do secretário-geral do Presidente da República.
Em termos de eventos, o Centro vai acolher cerimónias de Estado de natureza protocolar oficial ou militar, promover o conhecimento e a formação artística, através da organização de eventos culturais e científicos, e realizar conferências, colóquios, debates ou manifestações de natureza equivalente.
Consta, ainda, das suas atribuições a cooperação com outras entidades, afins ou de natureza similar, fomentar o intercâmbio cultural com instituições congéneres e a participação em eventos culturais e artísticos nacionais e internacionais.
O edifício, de três pisos, encontra-se dentro de um projecto de base turística privado denominado "Lundo", cujo significado, de acordo com técnicos ligados ao projecto, é: de Luanda para o mundo. Dentro deste projecto vão nascer, entre outras infra-estruturas, hotéis.
A obra do Centro de Convenções da Chicala já gerou mais de três mil postos de trabalho directos, sendo os jovens angolanos os maiores beneficiários. Em termos de acesso, o Centro de Convenções conta com uma ponte que liga a infra-estrutura à nova Marginal de Luanda, assim como uma outra via de acesso pela parte esquerda da Ilha de Luanda.
A última visita do Presidente da República às obras daquela infra-estrutura aconteceu em Julho de 2025. A obra tem como dono o Estado angolano, através do Ministério das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação.
Projecto desenhado por arquitectos angolanos
O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação revelou à imprensa que a obra, desde a planta, o desenho, ao projecto conceptual, executivo e final, foi pensado por arquitectos angolanos. "Foi uma visão nossa", assegurou Carlos Alberto dos Santos.
O Centro de Convenções da Chicala, de acordo com o Estatuto Orgânico, é uma pessoa colectiva de direito público, de substrato institucional, com a natureza de estabelecimento público, dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial.
Em termos de órgãos, o Centro vai contar com um conselho directivo, director-geral e um conselho fiscal.
O director-geral é o órgão singular de gestão do Centro de Convenções da Chicala nomeado pelo órgão de superintendência, a quem compete, entre outras funções, dirigir as actividades do Centro, representá-lo em juízo e fora dele, activa e passivamente, e constituir mandatários com os poderes que julgar convenientes.
Consta, igualmente, das suas atribuições, convocar e presidir às reuniões do conselho directivo, realizar a gestão financeira, patrimonial e administrativa do Centro.