REPORTAGEM CARNAVAL/2014 FESTA E UNIÃO CULTURAL DOS POVOS

REPORTAGEM CARNAVAL/2014 FESTA E UNIÃO CULTURAL DOS POVOS

A edição 2014 do Carnaval, fez desfilar na Avenida Dr. Agostinho Neto (Nova Marginal de Luanda), os grupos da Classe Infantil, Adultos Classe (B) e (A), numa festa popular em que a permanência e o resgate da cultura angolana dá provas de sustentação e manutenção.

Manuel Sebstião, Director Provincial da Cultura de Luanda, que falava a nossa reportagem, reafirmou o compromisso da continuidade e preservação da cultura angolana e desmascarou a influência externa na cultura carnavalesca de Luanda.

"A exibição do nosso semba, a kazukuta e a indumentária, vem mais uma vez provar o trabalho árduo que se vem fazendo em torno da preservação da nossa cultura, e o que estamos a ver hoje aqui não foge a regra", afirmou o dirigente.

PRESS TOUR: ESTRANGEIROS VISITAM PROVÍNCIA DA LUNDA NORTE

PRESS TOUR: ESTRANGEIROS VISITAM PROVÍNCIA DA LUNDA NORTE

Uma viagem turística denominada "Press Tour", à província da Lunda- Norte, fez deslocar aquelas paragens, prestigiosos órgãos de Comunicação Social estrangeiros acreditados no nosso país numa parceria entre o Centro de Imprensa Aníbal de Melo e o Governo local.

O roteiro turístico que ocorreu entre 12 e 15 de Outubro de 2013, teve como objectivo mostrar a esses profissionais da imprensa os encantos turísticos, bem como alguns polos de desenvolvimento sócio-económico naquela localidade.

Peregrinação à Muxima/2013

Peregrinação à Muxima/2013

Mais de dois milhões de fiéis em adoração à Mãe do Coração

O último dia de Agosto e o primeiro de Setembro foram marcantes para milhões de fiéis da Igreja Católica em Angola, que foram à peregrinação. Naquele final de semana, todos os caminhos foram dar à Muxima, onde de 24 de Agosto a 1 de Setembro, segundo informações do Comando da Polícia local, recebeu cerca de dois milhões e 600 mil devotos.

Viajar de Luanda para aquela vila da Kissama, província do Bengo, não constituiu problema para os que queriam fazer parte da peregrinação. Linhas de autocarros devidamente sinalizadas fizeram a ligação ininterrupta de vários pontos de Luanda, ao preço único de 400Kz. Quem preferisse comboio também tinha as condições garantidas para o efeito. Os comboios dos Caminhos-de-Ferro de Luanda fizeram viagens regulares de Luanda e Dondo para a vila de Catete. A partir daí, os peregrinos tomavam os autocarros directos para a vila da Muxima.

  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima 1 800
  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima 2 800
  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima 3 800
  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima 3 800
  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima 5 800
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  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima 7 800
  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima 8 800
  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima 9 800
  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima
  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima
  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima
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  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima
  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima
  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima
  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima
  • Perigrinação a Nossa Senhora da Muxima

Ponte de acesso

Desde a inauguração, a ponte 17 de Setembro sobre o Rio Kwanza entre a comuna da Cabala (município de Icolo e Bengo) e a Muxima (Kissama) na província do Bengo têm facilitado a circulação de pessoas e bens.

Na altura da maior peregrinação católica em Angola, a romaria ao Santuário da Nossa Senhora da Muxima, cujo principal acesso é a travessia sobre o Rio Kwanza, as viaturas atravessavam sem dificuldade. Ela tem um quilómetro e 534 metros de comprimento e 14,60 de largura, aliviando assim o fluxo do tráfego rodoviário.

Segundo a peregrina Madalena Diogo, antigamente a travessia do rio era feita de jangadas, o que punha em risco a vida das pessoas. "Antes era muito difícil atravessar o Rio Kwanza de jangada. Era um risco para todos que o faziam. Só mesmo com muita fé no coração, a gente conseguia atravessar", recordou.

"Hoje, as coisas estão muito melhor, já podemos atravessar o Rio sem nenhuma preocupação", concluiu visivelmente emocionada.

A ponte 17 de Setembro é uma das mais importantes obras de arte construídas em Angola desde o alcance da paz definitiva. O nome é uma homenagem ao primeiro Presidente de Angola, Dr. António Agostinho Neto, nascido a 17 de Setembro de 1922 naquela localidade.

Chegada à Vila

A menos de 1km, antes da vila da Muxima, as viaturas com livre-trânsito B viravam à esquerda para ter acesso ao parque de estacionamento. Os que tinham livre-trânsito A eram autorizadas a entrar na vila, desviando à esquerda, junto do Hotel Ritz, para outro parque de estacionamento próximo à praça da alimentação.

À chegada, a circulação de várias pessoas e viaturas demonstravam logo a aderência dos peregrinos àquela romaria. Logo à entrada da vila ficava a praça da alimentação, onde o cheiro dos pratos típicos como cacusso seco, feijão de olho de palma, moamba de galinha pairava no ar, chamando a atenção de quem passasse no local. Mas o que mais chamava atenção era a falta de bebidas alcoólicas na praça, fazendo jus aquilo que foi preconizado pelos organizadores. Afinal um dos lemas para esta peregrinação era "Álcool zero".

Quem quisesse satisfazer as suas necessidades maiores ou menores não teve dificuldades, porque várias latrinas e balneários públicos estavam expostos em toda vila.

Vendedores ambulantes aproveitavam comercializar os seus produtos, visto que os fiéis queriam comprar alguma recordação, nomeadamente panos ou camisolas estampadas com imagens da Mamã e dizeres religiosos, como "Mamã Muxima rogai por nós", "Mamã Muxima, Paz e Vocações", "Mamã Muxima liberta a nossa família", "Mamã Muxima rogai pelas famílias", ou crucifixos, fios com medalhas com imagens da Mamã e esferográficas.

Adiante, milhares de tendas de várias cores, tamanhos e feitios estavam montadas nos devidos lugares, nas quais alguns peregrinos aproveitavam tirar um soninho para retemperar o corpo, outros preparavam as refeições e uns acarretavam água em baldes e panelas.

Dois postos médicos avançados, ambulâncias, viaturas de apoio, motos ambulâncias, viaturas do corpo de bombeiros e polícia, estacionados em pontos estratégicos, demonstravam a prontidão dos profissionais para travar a sinistralidade.
Junto do Santuário estavam instalados os palcos das celebrações litúrgicas, do coro e das entidades, e do outro lado da igreja, junto ao rio, se encontrava o Jardim das Confissões.

Mensagens aos peregrinos

A abertura da peregrinação 2013 esteve a cargo do Bispo de Viana Dom Ferreira Lopes, com uma solene eucaristia, ao princípio da noite de sábado (31 de Agosto). Nessa noite, o Bispo desejou as boas-vindas aos presentes e manifestou o desejo de que todos passassem momentos de profunda reflexão espiritual e, no final, regressassem à procedência felizes pelo reencontro com a virgem Maria.

Dom Ferreira Lopes recordou o encerramento do ano da fé pelo Papa Francisco, a fé em Deus e a preservação da cultura pela família. Segundo o Bispo, "a cultura é muito importante e tem de ser preservada a todo custo, pois se trata de um valor imprescindível que não se pode perder. Não devemos ter medo de iluminar a nossa cultura com a luz do Senhor", afirmou.

Nessa noite houve a procissão da luz e uma vigília de oração até madrugada. Já na missa pontifical de encerramento da Peregrinação à Muxima, realizada no domingo, 1 de Setembro, o apelo à renovação dos cristãos à fé divina dominou as mensagens do Bispo da Diocese de Ndalatando, Dom Almeida Canda.

Durante o mediático culto, Dom Almeida Canda sublinhou a importância de todo o cristão refazer a história da sua vida, da fé e da vocação e reflectir sobre o baptismo assumido de forma livre e responsável. "Estes aspectos constituem o início do longo peregrinar da fé do cristão e trata-se de um caminho que dura a vida inteira, pois começa com o baptismo e termina com a passagem através da morte para a vida eterna", disse.

Na peregrinação que teve como lema "Creio senhor, aumenta a minha fé", o Bispo da Diocese de Ndalatando referiu que o cristão deve assumir explicitamente a totalidade da vida, como uma peregrinação na fé, como um sinal da transformação, operada pelo baptismo e como um testemunho de graça da comunhão com Deus.

"Apesar da nossa condição de baptizados, a fé não pode ser dada assim. Precisa ser alimentada a cada dia, porque quando ela não é alimentada corre o risco de se apagar como uma chama que não encontra alimentos", lembrou.

A missa pontifical foi co-celebrada pelo Bispo da Diocese de Viana, Dom Joaquim Ferreira Lopes, vigários episcopais e sacerdotes vindos de várias dioceses do país. Contou com a participação de membros do Governo Central, do Governo Local e testemunhado por cerca de dois milhões de crentes provenientes de várias partes de Angola e do exterior.

Satisfação dos peregrinos

Vinda da província de Malanje com uma amiga, Docas João visitava pela primeira vez o Santuário da Muxima. Gostou imenso de estar no local e já fazia planos para a próxima peregrinação. "Estou a gostar muito estar aqui e, com certeza, a próxima vez virei novamente, pois tenho Jesus em meu coração", afirmou.

Marlene de Brito Fernandes, emocionada, disse que estar no Santuário é uma bênção para todos e foi agradecer a Mamã por tudo que tem proporcionado. "Viemos agradecer a Mamã por aquilo que recebemos e fizemos diariamente. E gostei de participar da primeira missa".

Já habituado a peregrinar, quem não queria perder a oportunidade de rever o local foi Fernandes Manuel. Confessa ter gostado muito de estar novamente na Muxima: "Vim pedir à Mamã bênção para minha família, meus estudos, meu emprego e para os meus vizinhos também". Para si, Jesus Cristo significa um símbolo, um irmão, um pai. Em suma, o Criador.

Jesus Cristo é o pai e a salvação para Isabel Francisco Manuel, outra malanjina que esteve no local propositadamente em busca de bênção para toda família. "Este é um dia abençoado para todos nós. A Mamã conhece as nossas necessidades e ela atende, inclusive, daquelas pessoas que não se fizeram presentes", observa Idalina José, enquanto "biculava" o funge para o almoço.

Segundo ela, o Santuário é sua casa: "Não perco nenhuma oportunidade de estar aqui, pois esta é a nossa casa". Quanto a Jesus Cristo, afirmou que Ele é muito importante para todos, por ter se sacrificado por todos. "Eu já sabia que você me queria entrevistar", disse simpaticamente a famosa cozinheira e Diva do Povo, Mamã Kuiba, notando a aproximação do repórter do CIAM.

Vestida como sempre à "bessa ngana", frisou ser muito importante para todos a viagem e esteve na vila para agradecer a Mamã por tudo o que tem feito. "Ela é a mãe de todos os angolanos. Então, viemos pedir que nos dê mais saúde e vida para continuarmos a contribuir para o bem-estar de todos".

Quanto à juventude, Kuiba aconselhou a não enveredar aos maus caminhos. "Ela (a juventude) sabe que isto é errado, mas gosta de levar tudo na brincadeira. Aconselho que respeite sempre o próximo", reforçou.

Serviços médicos disponíveis

Para uma actividade de tamanha envergadura, em matéria de saúde, o Santuário estava apetrechado com dois Postos Médicos Avançados.

De acordo com Constantino Francisco, supervisor de Emergências Médicas, para esta edição de peregrinação, foram mobilizados 10 médicos, 50 enfermeiros e 15 técnicos. Também foram disponibilizados 10 ambulâncias, cinco motos ambulância e três viaturas de apoio.

Para os casos mais frequentes durante as viagens ao Santuário, apontou que "habitualmente os casos que dão mais trabalho têm a ver com os acidentes de viação".

Visivelmente admirado, aproveitou informar que "felizmente, isto deve ser ressaltado, nesta edição pelo menos não foi registado pelos serviços de emergências médicas caso de acidente de viação. Nenhum caso de coma por ingestão de bebidas alcoólicas e até ao momento não houve registo de caso de óbito ligado directamente à peregrinação, o que demonstra o trabalho de conscientização nas pessoas".

Segundo o responsável médico, os postos avançados atenderam 640 pacientes, dos quais oito foram transferidos para o Hospital da Quissama e uma grávida com um parto pré-termo foi transferida para Luanda.

Três crises convulsivas foram consideradas os casos mais graves, onde os registos de hipertensão arterial, cefaleia, doenças diarreicas agudas e gastro enterite foram considerados normais.

Muxima por dentro...

Até a presente data, ainda não se conhece a verdadeira história da Muxima. Sabe-se que Paulo Dias de Novais chegou ao Kwanza em Maio de 1560 com alguns Padres e Irmãos Jesuítas, chefiando uma embaixada a pedido dos reis de Ngola. Em 19 de Setembro de 1571, fundou a capitania do Kwanza. Voltou a Portugal e regressou poucos anos depois, desembarcando na Ilha de Luanda em 1975. Em 1976, fundou a cidade de S. Paulo de Assunção de Loanda, seguindo depois para Massangano onde se instalou em 1582 e faleceu em 1589.

A ele é atribuída a fundação das ermidas dedicadas à Virgem Maria no Curso do Kwanza: Senhora da Muxima (Muxima), Senhora da Vitória (Massangano), Senhora do Rosário (Cambambe). Num relatório enviado à Santa Sé registam-se informações acerca da prática missionária e presença de Párocos no Reino do Congo e no Reino de Ngola. Fora de Luanda: Massangano, Cambambe e Benguela, próximo: São José de Calumbo e Nossa Senhora da Muxima.

A Paróquia da Nossa Senhora da Muxima já aparece no Século XVII. De então para cá, nunca a devoção à Muxima deixou de ser praticada, nem no momento de instabilidade política que o país atravessou.

A peregrinação à Muxima decorreu entre 31 de Agosto e 1 de Setembro, sob o lema "Creio, Senhor aumenta a minha Fé".

O Beiral por dentro

O lar da 3ª idade BeiralO lar da 3ª idade Beiral, situado na cidade capital da República de Angola, Luanda, tem sido o local de acolhimento ideal para os idosos que de certa forma são rejeitados no seio familiar e acolhe indivíduos da 3ª idade sem discriminação originária ou étnica de cada cidadão beneficiário.

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